O REMÉDIO

alienac3a7c3a3o1É fácil percebermos a apatia da maioria dos brasileiros em relação aos acontecimentos políticos, a corrupção, a impunidade, a falta de transparência das ações governamentais e o distanciamento dos detentores do poder são alguns dos principais motivos que levam a esta indiferença das pessoas.

O único meio de acabar com esta alienação é o desenvolvimento da consciência política na população brasileira, através da formação dos cidadãos. Essa transformação precisa chegar as escolas, elas devem ocupar a função de disseminadoras da cidadania, discutindo com os estudantes a responsabilidade social a importância do voto e da democracia. Este papel das escolas deve ser acompanhado e complementado diretamente pelas famílias das crianças e jovens.

A participação política é fundamental para o estabelecimento da verdadeira democracia, pois sem participação popular o governo deixa de representar a coletividade e as leis se distanciam das necessidades das pessoas. Sem cidadãos interessados em votar e serem candidatos nem haveria o processo democrático que existe atualmente.

A conscientização política deve promover no povo em geral a capacidade de entender o momento social e governamental permitindo que as pessoas se posicionem de maneira racional e justificada. A consciência política plena é o oposto a apatia coletiva, que na sua ignorância e passividades que permite que as grandes decisões nacionais fiquem nas mãos apenas de algumas pessoas.

A alienação política gera a corrupção, pois reelege corruptos, a alienação inibe o surgimento de novas lideranças políticas e leva a cargos públicos aventureiros e interesseiros, cantores, apresentadores de televisão e assistencialistas.

A alienação é usada como instrumento de controle, de poderosos, sobre a população, sobretudo a mais carente. Ela é causa de miséria e péssima prestação de serviços públicos.

Não possui condições de criar, prôpor nem executar mudanças na sociedade aquele desprovido de consciência política, tendo em vista, que lhe falta as condições básicas para compreender o contexto que se encontra inserido. Então apesar de sentir os problemas e dificuldades sociais, falta-lhe discernimento para enxergar com clareza as causas, as conseqüências e os agentes, tudo facilmente se mistura e camufla para enganar os olhos ingênuos do alienado político. E esta cegueira social da qual está contaminado lhe tira o ânimo, à vontade e a coragem de tomar uma atitude, pois sem a nítida visão do chão em que pisa, temerá caminhar, e muito menos lutar por uma sociedade melhor!

Não existe país desenvolvido social e economicamente que não possua uma população consciente e participativa que acompanha, cobra e protesta sobre os acontecimentos políticos e ações do governo. Um povo assim não tolera nenhum tipo de corrupção, e pune, nas urnas, os políticos incompetentes e despreparados.

Por tudo isso é fundamental que cada um de nós faça a sua parte para transformar esta realidade que gera tantos malefícios para nosso país. Devemos lutar para o poder público desenvolver na população a consciência política e a cidadania, começando por um ensino de qualidade que além de profissionais prepare, junto com as famílias, o cidadão.

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Nós não queremos esmola!

JORGE DAHER

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Criticar ou apoiar o assistencialismo está em moda, como continua sempre em moda, para uma grande parcela, a opção de ficar em cima do muro ou nem opinar sobre o assunto.

Não ficarei em cima do muro, o assintencialismo é uma droga, que vícia e pode ser fatal!

É ruim para quem recebe, porque na grande maioria são pessoas sem oportunidade e sem condições de se sustentar, recorrem a facilidade de receber doações, cestas básicas, refeições, roupas, etc… o assistencialismo não é uma escolha mas uma necessidade.

Só que depois de se entrar num bolsa-família, ou num sopão da vida, a pessoa começa a se perguntar se vale a pena trabalhar, ou é melhor ter mais um filho(a) e aumentar o benefício. Este é um exemplo muito triste mas muito frequente em todo nosso país.

Contudo o outro lado do assistencialismo é muito pior. Nele temos a maioria dos políticos brasileiros que seja para se elegerem, seja no exercício de seus mandatos baseiam suas ações na exploração dos necessidados, e na caridade prostituída.

Você elegeu seu vereador para ele passar o dia dando cesta básica para alguém em troca de voto? Porque eu não… então saiba que vários vereadores de Ribeirão já disseram com a boca cheia que são assistencialistas e que seus mandatos são “voltados ao social”.

Vereadores (prefeitas, presidentes) são eleitos para trabalhar pela coletividade não para um grupo, neste caso de cesta básica, por exemplo, a OBRIGAÇÃO dele é encaminhar a pessoa a entidades públicas ou particulares que prestem este tipo de assistência, com assistente social profissional, visando a re-inclusão social, e principalmente que a pessoa crie condições de não depender mais da doação.

Estas entidades são legítimas e muito importantes quando desenvolvem seu trabalho de forma séria, inclusive recebendo doações da população para suas obras e atendimentos, e além do mais, entidades não disputam eleições e não tem mandato pago com nossos impostos, elas se mantém com suas próprias atividades e “criatividades”. Não devendo jamais ser mantidas, presididas, ou “encobridas” por políticos – se não dá no mesmo!

Houve um tempo, acredite você, que a caridade e a ajuda ao próximo era um ato nobre, uma verdadeira virtude. Graças a alguns políticos estas práticas se tornaram um meio de sobreviver na política, nele o povo carente é matéria prima indispensável e o assistencialismo é cultivado como um ideal.

Educação: O melhor programa social

educacaoehprogressoNão podemos negar que num país com uma grande população pobre como Brasil é necessário a utilização de medidas assistências imediatistas, como bolsas de auxílio financeiro a famílias em riscos e cestas básicas para alimentar aqueles que passam fome. Contudo estas ações devem constituir medidas emergênciais e não práticas permanentes.

Ações assistencialistas costumam gerar dependência e comodismo nos beneficiados, além de serem utilizadas por políticos como meio de sua própria manutenção e permanência no poder. As medidas assistencialistas devem prever contrapartidas, como comprovação da freqüência escolar e capacitação profissional, de modo a possibilitar que os beneficiados deixem de depender de tais medidas.

Todavia, a forma efetiva e duradoura de combate às desigualdades sociais e a miséria é a geração de empregos. Infelizmente existem muitos governantes que priorizam medidas como doação de cestas básicas, e outros projetos de cunho assistencialista que, a longo prazo, em nada combatem o problema, e ao invés disso acabam agravando, acomodam e viciam as pessoas. O emprego é o melhor programa social que existe, porém novas vagas no mercado de trabalho apenas são geradas com crescimento da economia.

O desemprego é a conseqüência de vários problemas sociais, que tem como origem, principalmente, a falta de crescimento econômico e a falta de mão de obra preparada. Causada pela deficiência das escolas, das faculdades e dos cursos técnicos. Pois, só terão chances de empregos aqueles mais qualificados, sendo que, esta qualificação só se dá com ensino de qualidade e moderno. Educação que prepare para os desafios da vida e para a carreira profissional.

Na sociedade em que vivemos o sistema educacional adquiri um papel social fundamental. As famílias fragmentadas ou sem tempo, com pais e mães trabalhando quase em tempo integral fora de casa, não possui mais condições para formar os cidadãos, moralmente e civicamente, e assim passa a ser também das escolas este papel importantíssimo de formação da personalidade e da cidadania.

A desigualdade social é um grande problema do Brasil, e este é maior o desafio de nossa geração, criar uma sociedade mais igualitária. E isso apenas será possível a partir da criação de empregos. Só o emprego tira uma pessoa da miséria, só o emprego leva uma pessoa à oportunidade e a prosperidade. O trabalho é o único meio justo de ascensão social.

A forma mais fácil de ser construir uma boa carreira é através de uma boa capacitação, e quem capacita é a escola. Se quisermos construir um país de oportunidades devemos investir na educação. E a partir de uma educação de qualidade, geradora de oportunidades, chegaremos à verdadeira justiça social.

Infelizmente há muito tempo à questão da educação vem sendo negligenciada no Brasil, adiam-se reformas e assim parou-se no tempo, necessitamos de uma reestruturação do sistema. A educação – e a formação do povo – que deveria ser à base dos programas de governo dos candidatos, na prática, mal é lembrada. O que devemos ter em mente é que a transformação do Brasil passa, inevitavelmente, pela transformação da educação brasileira. E assim se faz necessário um projeto nacional que seja moderno e eficiente, que valorize o ser humano e forme profissionais competentes e cidadãos responsáveis.