EUA felicitam Venezuela por “espírito cívico” demonstrado em referendo

Os Estados Unidos felicitaram a Venezuela nesta segunda-feira pelo “espírito cívico” demonstrado no referendo no qual foi aprovada a emenda que permite ao presidente Hugo Chávez concorrer à reeleição ilimitada, e fizeram um apelo pelo fortalecimento da democracia.

Em entrevista à agência Efe, um porta-voz do departamento de Estado, Noel Clay, destacou “o espírito cívico e participativo de milhões de venezuelanos que exerceram seu direito democrático ao voto”.

No total, 54,85% dos venezuelanos se pronunciaram a favor da emenda que permitirá a Chávez concorrer, em 2012, pela terceira vez consecutiva, à Presidência, frente a 45,14% que se opuseram à medida, com uma participação de 70,33% do eleitorado.

Clay expressou que o importante agora é que o Executivo venezuelano “governe democraticamente e se dedique aos temas que preocupam o povo venezuelano”.

Neste sentido, estimulou a sociedade venezuelana a “respeitar a diversidade de voto, que é a força de uma democracia pluralista.

Os EUA e a Venezuela vivem um dos piores momentos de sua relação desde que Caracas expulsou, em setembro passado, o embaixador americano, gesto imitado por Washington.

O Brasil é o país do mundo mais parecido com os Estados Unidos

El País

Roberto Mangabeira Unger, 61, é um ministro atípico. Primeiro por sua própria biografia: é catedrático da faculdade de direito de Harvard (ocupou o cargo aos 29 anos, o mais jovem a ocupar este cargo e foi professor do atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama), escreveu vários livros sobre política e construção social e é considerado um dos teóricos mais brilhantes e polêmicos, no âmbito do pensamento social comtemporâneo (seus trabalhos estão disponíveis em www.robertounger.net). É autor de um curto, e muito polêmico, ensaio sobre “A Espanha e seu futuro” (España y su futuro), que escreveu antes de ser ministro, onde supõe uma crítica muito direta aos sucessivos governantes que teve a democracia espanhola e que poderia se resumir em uma linha: A Espanha é hoje um país sem projeto, incapaz de aproveitar o seu potencial.

Continue lendo (em espanhol)

Assessor de Obama pede aprovação rápida de plano econômico

BBC Brasil

090208192521_summers226x170Um importante assessor do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um apelo para que as duas casas do Congresso americano trabalhem rapidamente para criar um pacote de estímulo econômico conjunto, que pode chegar a US$ 900 bilhões.

“O presidente sente que… nós precisamos de um grande programa aprovado rapidamente que vai criar três a quatro milhões de empregos”, afirmou o presidente do conselho nacional econômico, Larry Summers, à rede de televisão ABC.

Obama afirma que seu plano é “absolutamente necessário” para reanimar a economia americana.

Neste sábado, o Senado americano discutiu uma versão reduzida do plano original de US$ 900 bilhões e deve levar o projeto a votação no início da semana que vem.

Se o Senado aprovar sua versão do projeto, ele precisa ser integrado à versão já aprovada pela Câmara dos Representantes, antes que as duas casas votem na versão resultante para enviá-la então ao presidente Obama para promulgá-la.

Consenso

Na entrevista concedida ao programa ‘This Week’, da ABC, Summers disse que “o mais importante é que as pessoas se unam e criem os três a quatro milhões de empregos”.

“Existe afinidade em 90%. Temos de chegar a um consenso nos últimos 10%.”

“Certamente existem boas idéias nas duas versões e temos de nos basear nestas idéias para criar um veículo final.”

As medidas da Câmara e do Senado são muito parecidas, mas existem algumas diferenças em relação a como estender o programa de assistência médica federal Medicaid e a certas questões fiscais.

Legisladores americanos vão ter de sintetizar o melhor dos dois projetos e ter uma versão final pronta para o presidente assinar no dia 16 de fevereiro.

“Existem aspectos em que os dois projetos podem ser melhorados”, afirmou Summers.

Novos dados sobre desemprego divulgados na última sexta-feira mostram que quase 600 mil postos de trabalho foram fechados em janeiro, elevando a taxa de desemprego nos Estados Unidos para 7,6%, a maior dos últimos 17 anos.